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19 de julho de 2013

Da loucura , cada um sabe da sua

Falo com o M. muito , faço perguntas , respondo, cantamos, dançamos , brinco as escondidas, tudo isto enquanto estamos juntos e pode acontecer numa loja , num supermercado ou em casa.
Isto para dizer que há pessoas que não falam com os bebes porque eles não percebem , sim claro que não percebem mas o M. acompanha-me para todo o lado e nos últimos 8 meses estou com ele 24h/dia, eu sou a companhia dele e ele a minha! E falamos muito, muito !
Muitas pessoas gozaram comigo nas minhas costas quando lhe pergunto se gosta de X ou de Y, quando lhe pergunto opinião e a seguir respondo, mas simplesmente sai-me, estou sempre a falar com ele.
Fui experimentar hoje uma roupa para um casamento e depois de vestida perguntei: gostas de ver a mama com isto? 
De repente percebi que a senhora da loja olhou para mim , um bocadinho incrédula ...
Que posso fazer se já há 8 meses que sou assim!

18 de julho de 2013

Crescimento enquanto mães


Hoje li este post da ML e pensei em mim, este post podia ter sido escrito por mim, subscrevo tudinho!!! 
Lembrei-me dos primeiros tempos com o M. em casa ainda de licença, os finais de tarde em que ele chorava sem parar e eu não percebia porquê, do medo de ficar sozinha quando o R. chegava mais tarde ou fazia noitadas...
Da rotina cansativa do final do dia, banho, arranjar o M., dar jantar e deitar.
Esta semana o R. está com uma campanha grande e avisou-me que ia ser uma semana difícil e sim está a ser.
Para além de mil e um assuntos pessoais que tinha pendentes para resolver (fiz uma lista para acabar com eles antes das férias:  segurança social, finanças, bancos, seguros, consultas, ecografias, análises, inscrições na creche, reclamações, comprar prendas de casamento, etc.), marquei as reuniões de obra todas para 2ªfeira e para amanhã.
E este fim-de-semana tenho que trabalhar no duro também ( mas não importa, as férias estão aí e servem de cenourinha à nossa frente, de incentivo).
Depois de tudo, no fim do dia lá tenho a rotina do baby M. mas agora mais serena, confiante e calma.
Fiz sopa, preparei o banho, dei jantar, deitei o M. já não me faz diferença fazer sozinha ( claro que prefiro os fins do dia em que estamos os três na maior ternura e brincadeira) mas já não me atrapalho sozinha.
Quando estamos os três, o R. é quem dá o banho ao M., SEMPRE ( é o tempo do dia de pai e filho e ambos adoram), mas quando o pai não está , já não há stresse, está a mãe e a mãe cresceu, aprendeu e é capaz .
E embora ande exausta,  parece que já não me cansa como no início! 
Claro há excepções, por exemplo ontem parecia que nem me conseguia mexer de tãoooo cansada que estava, mas sinto que as rotinas nos ajudam e muito a controlar a ansiedade e os nossos bloqueios.
Mas que não é fácil não é... ser mãe é por si só trabalho a tempo inteiro =).
Que fazer?!
Sorrir, porque quando olhamos para os nossos bebés, quando os cheiramos e quando eles se apaixonam por nós ( e o M. anda tão apaixonado por mim!!!!) passa TUDO!
T

10 de julho de 2013

Reacções

O senhor da pizzaria Lucca já nos conhece há uns anos e nao nos vemos desde a gravidez do M. no outro dia o R, foi lá buscar umas pizzas e ele perguntou por nos, que já nao nos via há algum tempo... Ao que o R. respondeu, estão bem e já vem outro a caminho...
A directora de marketing de um dos nossos clientes, quando soube que eu estava gravida soltou um " mas tu estas maluca?"
Os meus vizinhos quando souberam também ficaram perplexos...
As pessoas de uma forma geral pensam que nos deu assim qualquer coisa de loucura temporária.
A maioria das pessoas apesar de ficarem contentes nao entendem muito bem esta nossa decisão .
T

9 de julho de 2013

2 filhos

Ainda nao os tenho aos dois e nao quero meter a carroça a frente dos bois que ainda faltam alguns meses, mas ultimamente tenho pensado nas rotinas que temos , que já estão tão cimentadas e nas coisas que vão mudar.
A verdade e que tenho sentido alguns receios, acho que devem ser próprios desta fase que se avizinha, mas a verdade e que começo a pensar como vai ser ... ter de me dividir.
Enfim coisas que com o tempo de certeza que se resolvem por si.
T

A vida corre a mil

3 obras ao mesmo tempo.
Duas em fase de acabamentos, uma em fase de construção de estruturas.
Novos projectos em calha.
Energia a começar a voltar ao normal
Reuniões mil
Bebe de 7 meses e meio ainda sem dentes cheio de raivinhas e com muito calor
Mama gravida de 9 semanas, cheia de enjoos , de calor, de má disposição, de SONO!!!
Papa cheio de novas campanhas
Avos  com nova mudança de casa
A vida a mil a hora
T

14 de junho de 2013

Trabalhar no duro

A semana foi passada a trabalhar muito, nao houve feriados, santos populares , nem fins-de-semana.
Muita coisa aconteceu, para além do trabalho, de uma consulta de pediatra e do meu carro ter pifado, cá estamos, quase recompostos.
No post anterior estava um bocado em baixo e ainda nao estou com a minha energia positiva totalmente carregada, mas começo a ver a luz ao fundo do túnel.
Em Março inscrevi o M. em algumas creches para ele ter entrada em Setembro e já começo a visitar algumas creches para poder comparar as diferentes opções.
Custa-me muito, nem sei bem como vou conseguir, mas toda a gente passa por isto e sobrevive portanto nao vou dramatizar.
O M. foi ao pediatra, mas a diferença e que foi a um pediatra novo, a um pediatra que o acompanhou no internamento juntamente com o pediatra dele.
A nossa relação com o pediatra era óptima, mas ele era um bocadinho acelerado, eu já sou bastante , eu e o pediatra juntos era demais, para além disso as consultas eram demasiado rápidas.
Assim e como nao há como experimentar decidi marcar uma consulta para o Dr. Nuno carreira e fiquei satisfeita.
Calmo, Yes! Comecei por colocar a questão se existiria algum problema ético , ao que ele respondeu que nao, a restante consulta foi para conhecer o minimeu.
Falamos sobre a parte do comportamento , o que ele já conseguia fazer, o que ainda nao conseguia, como palrava, como se sentava , como agarrava os objectos, como dormia, como rebolava.
Depois falamos sobre alimentação, vacinas, creche, praia, natação, pele, vigantol, dentes, soluços, prevenção do inverno em Setembro etc.
Explicou-me como fazer numa situação em que o M. Se engasgasse , como começou a comer bolachas e pão e eu morro de medo cada vez que lhe dou um bocadinho para a mão...
De resto o M. esta óptimo e simpático e ouvir que tudo esta bem deixa-nos sempre felizes.
Este fim-de -semana continuo a trabalhar mas julgo que já consigo ver o descanso do guerreiro.


T

7 de junho de 2013

Não é fácil

A semana não tem sido fácil e terminou hoje comigo a chorar, a bom chorar.
Não tem sido fácil.
Eu sei que é a adaptação e que com tempo as coisas vão ao sítio, mas parece muito mais fácil falar do que realmente o é.
Tentar trabalhar e estar com o M. é uma aventura: entreter, adormecer, alimentar, limpar e nos intervalos, pensar, mas nestes intervalos em que quero trabalhar já estou stressada porque realmente tenho que produzir trabalho.
É maravilhoso ter o meu tempo e sei que sou uma sortuda, não me estou a queixar! (até estou mas ... também me faz falta) e sinto-me mal por estar a escrever isto.
Esta semana reuni com uma colega e amiga:
Chegou pegou no M. blá blá blá e fomos para a reunião.
O M. estava um bocadinho mariquinhas porque tinha levado 3 vacinas no dia anterior e então eu passei a reunião a abanar, a pegar nele, com os olhos postos nele e a dar atenção à conversa... até aqui nada de novo, não foi a primeira vez e não será a última!
Ouvi a apresentação da empresa, coloquei as minhas questões, apresentei os projectos para obter os orçamentos e no fim veio uma frase que me deixou gelada... E tu, agora tens uma vidinha santa!?
Vidinha santa, é isto que as pessoas julgam que é a minha vida! lindo...
Esquecem-se que eu levanto-me à mesma hora que elas, trato do M. dou-lhe leite, visto-o , saio com ele e com toda a tralha ( mala do M. , computador, minha mala) ponho o M. ao colo e aí vamos nós para o atelier.
Ando com as costas fetas num oito... como a entrada do atelier tem escadas, deixo o carrinho no carro e percorro o que for preciso com toda esta tralha, chego ao atelier e como estamos a recomeçar os mails não são assim muitos, mas há reuniões para marcar e sempre coisas para desenhar ( tenho uma obra em curso, uma obra a iniciar com um prazo de execução de um mês, uma obra que espero conseguir ganhar e para isso tenho que trabalhar MUITO, ler muita legislação porque é uma área diferente da que estou habituada a trabalhar, fora os trabalhos de design que estão pendentes e que vamos acompanhando).
Tudo isto não aparece feito, tenho que pensar, imaginar, tentar e desenhar e desenhar e desenhar!!!
No meio disto tenho o M. aos guinchinhos (normais nesta fase em que está a testar a voz!) e não quero que incomode os nossos vizinhos (partilho atelier com mais 4 empresas) então vou cantando e falando com ele, levanto-me e sento-o no parque, dou-lhe água, brinco um bocadinho com ele, deito-o no tapete, coloco-o na espreguiçadeira, dou-lhe o lanche e mudo-lhe  a fralda.
Quando o coloco a dormir tenho ali uma janela de tempo que me permite trabalhar mais descansada, mas mesmo assim é uma hora ou no máximo hora e meia.
O dia de ontem foi para ficar de nervos em franja e o de hoje também.
Hoje tinha uma reunião com um cliente, que estava inicialmente combinada para a semana, mas ele quis que fosse hoje, então tive que ir ver o terreno para confirmar umas medidas e lá fui eu com o minimeu, que entretanto tinha que comer e a meio do caminho tive que parar na bomba de gasolina... qual não é o meu espanto quando abro a mala dele e estava toda molhada porque a garrafa de água tinha ficado mal fechada e fiquei com tudo molhado, babetes, muda fraldas, fraldas...
Conclusão, não consegui desenvolver o trabalho o suficiente e desatei a chorar!
A minha tolerância é menos zero para qualquer imprevisto  que apareça.
Sinto-me um trapo.
A minha vida apesar de ser a possível, está longe de ser perfeita e muito menos santa e calma como aparentemente as pessoas a julgam.
Não preciso que julguem que sou uma super-mulher, ou que a minha vida é um sofrimento, mas daí a pensarem que se faz isto com uma perna às costas...
Obviamente a pessoa não fez por mal, até porque não tem filhos e isso sim faz toda a diferença, mas atingiu-me numa altura em que estou mais sensível.
T

28 de maio de 2013

UFA!

O tempo tem fugido, as coisas  por fazer vão-se acumulando e às vezes a minha energia começa a baixar...
Tenho andado exausta, não sei explicar, preciso urgentemente de me alimentar melhor para conseguir repor os meus níveis normais =).
Desde o concurso tem acontecido imensa coisa, a preparação dos painéis, a exposição, o projecto novo e um tempo de concretização demasiado curto, arrumar o atelier que desde que fui mãe entrou num estado lastimável... cheio de livros e livros por arrumar.
No meio de tudo estou a ajudar uma prima com os convites de casamento e com o conceito da festa e vejo novos projectos no horizonte.
Isto tudo a acontecer e eu a querer agarrar todas as coisas ao mesmo tempo.
Tenho-me desdobrado, mas não tem sido fácil.
Esta semana o pai R. está em casa e vai dar-me uma grande ajuda.
T

22 de maio de 2013

A sanidade mental é sobrevalorizada

O M. vibra com músicas cantadas por mim, obviamente não tem a ver com o facto de eu cantar bem , porque não canto, mas ele gosta o que é que eu posso fazer.
Então passo o dia TODO a cantar " Naquela linda manhã..." ou "Atirei o pau ao ga-to-to " ou " Era uma casa muito engraçada..." ou " a correr trá á lá, a saltar trá lá lá".
E às vezes (quase sempre!) dou por mim a cantar para mim, ou no banho, ou no carro, ou a fazer o jantar, vestir-me , pentear-me, ao computador, etc etc, as canções... ai o raio das canções não me saem da cabeça... eu já estou FARTINHA delas mas não deixo de as cantar ora para o M. ora como se não bastasse, nos períodos de descanso canto para mim proópria. Lindo!
Também tenho a versão dança, é verdade, dançamos muito os dois , eu gosto , ele gosta toda a gente gosta, toda a gente gosta...
No outro dia era verem-nos em pleno estacionamento das Amoreiras (que tem música!) a dançar para o M. e o pior era que não estava sozinha, tinha o R. comigo ao lado e estavamos os 3 a dançar enquanto punhamos o M. no ovo.
O segurança que entretanto se aproximou baixou a cara e nós acalmámos os ânimos!
De resto é dançar nos elevadores quando estamos sozinhos, casas de banho, fraldários e coisas do género.
Enfim.
T

15 de maio de 2013

Os 6 meses mais fantásticos de sempre


Mateus,
Parece impossível que hoje faças 6 meses.
Parece que foi tudo ontem: os resultados dos exames, a notícia da infertilidade, o tratamento, o positivo, a fantástica gravidez, o dia do nascimento... não posso acreditar que já passou meio ano, o meio ano mais fantástico de sempre.
Os 6 meses mais felizes, onde cresci e aprendi contigo, comigo e com os nossos que nos rodeiam, em que melhorei como pessoa, em que chorei de sono, de nervos, de medo, em que ri e sorri contigo e por ti.
Fazias falta, há muito tempo e quando chegaste, deste-nos muito mais do que alguma vez imaginámos.
Julgar que coisas certas são requisitos para a felicidade, foi um erro meu mas que rapidamente aprendi a ultrapassar.
Penso agora nos 6 meses que passaram e em tudo o que a vida me deu, penso em como me dá gozo viver este jogo e em como o tempo só melhora tudo isto.
Gostava que soubesses que o que encontras no fundo de “nós” , são partes das nossas raízes, tens dentro de ti  o cheiro da casa  grande de Albergaria, o cheiro do jardim onde corríamos o dia todo, o sabor das laranjas acabadas de apanhar e comidas debaixo da arvore, a alegria quando escorregávamos escadas abaixo, o amor e a ternura das mãos ásperas e a pele macia dos que já foram, o sabor do pão com planta e o cheiro do café de cevada, o calor das ruas de terra e do tempo quente e lento.
És feito do vento que me batia na cara nos finais de tarde quando ia ver o comboio passar, quando me baloiçava furiosamente e alegre no baloiço que os meus pais me deram, és feito de brincadeiras e cumplicidades com a mana, de músicas cantadas com o meu pai, de beijos quentes da minha mãe, és feito de lágrimas e de alegrias.
Quero que saibas que és feito de um  mundo para além daquele que por enquanto conheces, que quando inclinas a cabeça e me olhas devagar, me fazes sempre querer-te mais, que te revelas um ser ténue, que és parte dessa massa de vento que passou pela terra e correu a nossa vida.  
Aninha-te aqui ao meu lado e escuta-me, um dia havemos de falar sobre a tua infância e sobre estes 6 primeiros meses.
Meu amor maior.
T

8 de maio de 2013

Co-sleeping

Aqui está um tema "quente".
Cá em casa não praticamos, ou melhor, praticamos às vezes.
Gostamos de durante o fim-de-semana, férias e dias em que podemos ficar na cama até mais tarde, trazer o pequeno M. para a nossa cama e ficar na ronha até dormitarmos um bocadinho, mas dormir com ele foram poucas as vezes,  aconteceu ontem e mal adormeceu fui logo deitá-lo no berço.
Ontem o M. estava impossível, acordou às 3h40 e não conseguia adormecer, eu mudei-me para o quarto do meio (escritório com um sofá cama que nos ajuda em situações destas) e lá ia eu punha a chucha, punha musica, troquei a fralda, limpei o nariz, dei leite, NADA!!!!! Ele estava com as cantilenas que costuma fazer para adormecer, mas não conseguia dormir.
Sem pensar muito, claro às 5h da manhã depois de várias tentativas já não estava a pensar muito, peguei nele e levei-o para a cama comigo.
Mal o pousei na cama e me deitei ao lado dele (que maravilha que é dormir  com ele!) ele adormeceu, ainda fiquei a fazer-lhe umas festinhas e a pensar : aproveita agora, qualquer dia passa esta fase e pensas que não aproveitaste tudo, mas depois veio o lado mais racional, ele já adormeceu, não o podes habituar a isto (juro que foi só esta vez que fiz isto!) tens que ir deixá-lo no berço... e lá fui eu!
Por isso eu não sou contra nem a favor, a minha resposta seria , nim!!
Se precisar sim levo-o comigo, não tenho esse hábito, mas não digo que não.
Eu no fundo, no fundo, sou uma fracota e mimo o meu bebé mais do que a conta =), se calhar um dia pago caro, mas agora....agora sou assim.
T

Noites


O M. sempre nos deu óptimas noites, as birras que ele fazia aconteciam ao final do dia porque as noites sempre foram maravilhosas.
Nos entretantos andávamos com uns horários maravilhosos, dormia às 9h à meia-noite dava biberão (mas nem o tirava da cama , nem o acordava) e ele dormia até às 7h (hora a que tomava o pequeno -almoço) e depois adormecia.
Às vezes por volta das 5h da manhã acordava mas era apenas para lhe colocarmos a chucha e voltava a dormir sem birra nenhuma.
Nas últimas noites não sei o que se passa mas as coisas têm sido diferentes, ou acorda por volta das 6h cheio de energia ( começa a falar no berço, sinal de que é de manhã e hora de acordar), ora por volta das 8h, ora por volta das 5h... anda sem tino este bebé!
Hoje a coisa foi pior... por volta das 3h40 acordou e só adormeceu às 5h15!!! nunca tinha tido uma noite assim...
Não sei o que se passou e espero que seja uma noite excepção, porque eu já estava de rastos.
T

A linguagem dos bebés

Antes de ser mãe a minha aptidão para lidar com bebés era menos zero.
Lidar com bebés, isto é: falar, brincar, pegar, etc. claro que cuidar de bebés nunca tinha experimentado.
Mas era daquelas pessoas que os bebés não gostavam, que punha qualquer bebé a chorar de tal forma que até deixei de pegar neles porque já sabia que mal eu pegasse neles, que iriam começar a chorar.
O M. ensinou-me a falar a linguagem deles, de tal forma que os bebés sorriem para mim! E eu perdi qualquer receio que tinha de que começassem a chorar.
Há alguns meses aconteceu uma coisa gira, estava com a minha prima F. uma bebé de 12 meses ( na altura teria uns 9 meses) e ela estava no chão a brincar e a certa altura eu peguei nela e comecei a brincar com ela ao colo e de repente apercebi-me que era o primeiro bebé sem ser o M. que eu estava a pegar e sem pensar se iria rir ou chorar (como antigamente acontecia!).
Não sei se já estava em mim esta capacidade ou se foi a maternidade que me trouxe esta nova qualidade.
T

6 de maio de 2013

Licença de Paternidade

Hoje começava mais uma semana de licença para o R. mas eis que de manhã recebe um telefonema de S.O.S....
E teve que voltar a trabalhar esta semana e a próxima e só depois tira os dias que estão em falta.
É assim mesmo, tem que ser para os dois lados.
T

Dia da Mãe



O meu 1º dia da mãe... quem diria, eu no papel da minha vida!!
Foi um dia muito feliz, de manhã ficámos na ronha os três,  almoçámos no Jardim da Parada, na Hamburgueria da Parada, ui ui maravilha, demos o almoço ao M. e depois fomos a uma feira de artesanato na Graça.
Da parte da tarde íamos ao Siesta beber uma Margarita (talvez das poucas vantagens de não amamentar mais!), mas quando lá chegámos estava a esplanada a fechar e abrir só para jantares...
Como ficámos com ganas, fizemos um jantar mexicano em casa para nós, para os meus pais e para a minha mana.
Um must.
T

22 de abril de 2013

Slings, "Panos" e coisas que tal



Quando engravidámos começámos logo à procura de slings.
Sabíamos que não queríamos marsúpios, já tínhamos ouvido que a posição do marsúpio, bebé apoiado entre as pernas, poderia trazer problemas futuros, para além de não ser muito cómodo para os pais porque fica muito pesado.
Isto de escolher um porta bebés, como em quase tudo o que tem a ver com maternidades e afins é também uma questão de gosto pessoal e de adaptação de cada pessoa.
Portanto isto é a nossa opinião em relação a este assunto, não quer dizer que outras pessoas não se adaptem melhor ao marsúpio ou a outro qualquer tipo de slings.
Apesar de caros queríamos comprar dois, um para mim e outro para o R. porque temos medidas de costas bem diferentes e o modelo que queríamos era o pouch sling.
Andei a ver na net e os que confiávamos mais eram os da Rosa Pomar, no entanto ofereceram-nos um da Baci Baby.
No entanto eu própria, muito dada a estas coisas da costura (not!!!), fiz dois slings (um para mim e outro para o R.) , tirei o modelo da net, comprámos os tecidos e voilá.
Quando na primeira semana fomos registar o M. ele foi no meu sling e nos primeiros dias ainda andámos com ele algumas vezes no sling, mas tinha algumas desvantagens.
Como era Inverno e com a roupa de inverno vestida, eu sentia que o M. ficava muito apertado dentro do sling e tinha medo que ele sufocasse! Fazia-me alguma impressão...
Há um blog que adoro, da Sílvia e no qual ela aparece imensas vezes com a sua M.  no "pano", eles viajam muito e andam sempre para todo o lado com o pano, por isso decidi escrever a questionar sobre a utilização do pano.
A Sílvia foi muito querida e prestável e recebi uma resposta completa, sobre a utilização, vantagens, desvantagens, onde comprar, que marca, etc. 
E decidi experimentar.
Na Amazon, comprei o meu Moby Wrap, não foi logo amor à primeira vista, porque só agora me sinto mais à vontade para andar com o M. no pano, mas a diferença é imensa!
A segurança que sinto com o  pano não tem comparação, é excelente porque não nos pesa nos ombros, o peso fica distribuído, sinto-me muito segura, consigo realmente ter as mãos livres e andar à vontade.
Na última semana andámos só com o pano, fomos dar grandes passeios os três com o M. todo contente a passear agarrado a mim.
Recomendo para pessoas que gostem de andar, de passear a pé e penso que agora no Verão vai ser um dos meus melhores amigos para a praia e férias.
Tem alguns inconvenientes... é muito comprido são 5 metros de tecido!! Não é só colocar ao ombro como o pouch sling, portanto o que eu faço, dica da minha outra amiga C. , visto-o de manhã e só o tiro quando sei que já não o vou usar mais.
Não é super fashion... não, não é! Mas por enquanto não me importo, escolhi uma cor neutra , esta e aí ando eu!
O R. continua a andar com o sling dele e continua a  dar-se muito bem, diz que prefere que não se sente bem com o pano e portanto aqui em casa o M. anda no pano com a mãe, no sling com o pai e no carrinho quando achamos que é necessário.
T

16 de abril de 2013

Reuniões e biberões


5ª feira e 6ªfeira tive reuniões importantes, claro que o minimeu foi comigo e foi uma aventura, como tinha sido a última reunião.
Mas desta vez a reunião era para ver uma loja e verificar se teria condições para avançar com um projecto, isto implicava eu ter que dar alguma atenção à cliente, à angariadora imobiliária, ver a espaço como deve ser e tirar fotografias boas para depois em casa e com calma, conseguir pensar.
Parecia uma louca porque já tinha apanhado uma molha com o M. no carrinho!
Estaciono no parque, saltos altos numa calçada para lá de má, carrinho numa calçada para lá de má, a chover, a correr, com mala, com máquina fotográfica, com o cabelo arranjado no dia anterior  e ensopado da chuva de 5ªfeira, a tentar sorrir e a dizer milhentas asneiras para dentro, a tentar concentrar-me ,  encontro-me com a minha cliente que me ia dar boleia, apanhamos chuva até ao carro, mas ela tinha chapéu, conversa de circunstância, chegamos ao carro, logística de desmontar o carro e montar ovo, chegar ao local e retirar ovo, entrar , cumprimentar, tirar fotografias, olhar para o espaço e nisto tudo o M. faz uma fita ( é muito raro já ele fazer fitas e birras, mas estava com sono, estava ao meu colo, porque a loja estava muito suja e eu não o queria deixá-lo dentro do ovo no chão ) tento ouvir, mas só oiço os soluços do meu M. que esperneia e esfrega os olhos em claro sinal de cansaço, tento falar e mudar o M. e abanar e colocar a chucha ( já deixei de vez o aero-om).
Enfim...
Chega a hora de almoço, continuamos a reunião durante o almoço, dou almoço ao M. no restaurante cheioooo de gente, conheço algumas pessoas e tenho que falar e explicar que sim, que agora sou mãe e que sim que é assim, mas que é bom, embora às vezes tenha clara noção que pareço meio louca!
Apresentam-me mais uma pessoa e no meio desta confusão o senhor explica-me que adora ser pai, que ser pai é a sua razão de viver, que adora tudo neles e que tem saudades, muitas... e que percebe perfeitamente esta dualidade entre a vida profissional e pessoal e que admira quem tem que continuar assim, meio mulher, meio mãe.
Explico que ainda não tenho creche e que por agora tem de ser mesmo assim, mas que não deixei de ser  criativa,  continuo a ser boa profissional, escondo claro a minha falta de memória  e embora continue a achar que pareço meio louca, o meu cabelo fruto da molha deve estar tipo juba e quem sabe como estará a maquilhagem!, sorrio sempre, é a  minha melhor arma!
Isso e levar nos braços uma ternura a que ninguém resiste.
6ªfeira repetimos a dose, desta vez era um almoço, mas já estava mais preparada e expliquei logo: Isto aqui vai ser uma grande aventura =)
T

Logística

Sempre fomos um casal super prático, para tudo.
A nossa maneira de viver é muito descontraída, por isso sempre achámos que com o M. devíamos continuar a ser assim.
Um bebé requer uma logística nova, novos horários, não basta sair de casa com o casaco e a nossa mala.
Agora há que preparar a mala do M.
Quando engravidámos e começámos a comprar as coisas tivemos sempre em mente o lado prático.
O saco do bebé foi um ponto importante das compras, primeiro porque sabíamos que íamos andar sempre com ele atrás e depois deveria ser giro para a mamã e para o papá, deveria andar no carrinho e ser prático para o sling e por último deveria aguentar praia, campo e cidade !
Procurámos muito e o que víamos não nos agradava, eram muito caras, muito caras mesmo e muito pipocas ou seja o papá R. não gostava de quase nenhum..
Comecámos por comprar uma eastpak azul mas depois de uma visita ao Continente acabámos por comprar um saco de uma marca deles !!!!  um saco que adorei, simples todo preto , tamanho médio e que fica mesmo bem com o nosso carrinho.
Vamos com ele para todo o lado é mesmo muito giro e custou 9 euros !!!! Eu nem acreditei usando o vi!! Foi sem dúvida uma das nossas melhores compras.
A eastpak ainda está guardada mas julgo que no Verão iremos dar-lhe uso, até porque começámos agora a sair mais no pano, porque o tempo já está mais ameno, o M. usa menos roupa e dá mesmo muito jeito.
Agora, para sairmos de casa com a nossa super malinha o que é necessário levar:
- Muda fraldas ( para usar nos fraldários)
- Fraldas
- Porta documentos do M.
- Necessaire pequeno (soro fisiológico, compressas, toalhitas, creme muda fraldas)
- Uma muda de roupa
- Termo com água fervida (para fazer o leite em qualquer lugar, comprámos um óptimo na Toti Kids e muito barato)
- Água engarrafada (para misturar com a água quente, porque a água fica tão quente que temos que misturar um bocadinho de água fria)
- Recipiente com leite já doseado (Bebé Confort)
- Biberão (Avent)
- Papa
- Prato e colher (Nuk)
Parece muita coisa mas não é e cabe tudo no nosso saquinho do Sport Billy, organizado prático e arrumado.
Hoje estava a preparar a mala para sair e fiquei surpreendida com a destreza que temos, inicialmente parecia tudo complicado e com tanta coisa, hoje parece-nos que sempre fizemos isto =)
T

10 de abril de 2013

Imperfeição


Ambicionava a perfeição.
Em tudo, na vida profissional, na vida familiar e na vida amorosa.
Rapidamente nos apercebemos que isso não existe, mas por vezes ainda acreditamos que poderá ser possível.
A vida que tenho hoje, embora seja maravilhosa, está longe de ser perfeita, tem aquelas imperfeições do dia-a-dia... às vezes tudo corre muito bem e outras vezes dou por mim a dizer um monte de asneiras para dentro e para todos!
Para mim tudo começou na faculdade, nos últimos anos na minha cadeira nuclear tive dois professores que nos levaram aos limites , do trabalho e do acreditar que seríamos estrelas quando saíssemos da faculdade.
Pois não há espaço para tanta estrela e o confronto com a realidade pode ser um pouco duro.
Mesmo assim não me posso queixar, tive muitas experiências profissionais, umas excelentes , outras muito más, trabalhei em ateliers bons e noutros muito maus, tive outras experiências paralelas à arquitectura que me ensinaram muito.
Há cerca de dois anos deixei tudo, numa altura complicada, vim-me embora para apostar em algo meu, trabalhar por conta própria numa altura em que nada parecia favorável.
Nunca pensei estar como estou hoje, trabalhar por conta própria é viver um bocadinho no risco, mas a verdade é que nunca fui tão feliz e realizada.
Pessoalmente não me posso queixar de nada , mas as imagens que vamos criando na nossa cabeça por vezes não correspondem à realidade, a imagem de chegar a casa depois do trabalho, com a casa arrumada , o jantar quentinho, bebé arranjado a sorrir , cão lavado , estão longe da minha realidade.
Lembrei-me disto porque depois de estar a deixar a casa em ordem e pensar que tenho que ser mais arrumada, mas no fundo sei que não vou ser.
Há que aprender a viver com estas nuances.
Lembro-me que antes do M. nascer andava maluca a arrumar, arrumar, organizar, limpar, mas a verdade é que com o lufa lufa do quotidiano as coisas não são bem como as imaginamos e o decorrer da vida não deixa muito espaço para a perfeição.
Hoje sinto que faço coisas em repeat e sinto que as tarefas não acabam, o desafio não é conseguir acabar, é viver fora dos limites da perfeição
Óbvio.
T

9 de abril de 2013

Sopa, Fruta, Mudança de quarto

E ontem foi o dia...
Experimentámos a sopa... não gostou!!
Experimentou banana, gostou!
Mudou de quarto =(, correu tudo mais do que bem, deitei-o às 9h , dormiu até à ceia (meia-noite, hora a que me deito e lhe dou a última maminha), deitei-o e acordou às 7h, comeu e voltou a dormir.
Vamos ver hoje!
Muita coisa nova, muito crescimento, muita independência, muita muita coisa para uma recente mãe deixar acontecer.
T