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25 de março de 2013

Sonhar com gravidez

Hoje sonhei que estava grávida.
Há 15 dias sonhei que estava grávida e que o bebé se mexia dentro da minha barriga, era tão real que quando acordei levei as mãos à barriga como tantas vezes fiz com o M. ainda lá dentro.
T

14 de março de 2013

Faz hoje um ano


Há um ano atras recebi a noticia mais fantástica de sempre, veio em forma de número 333.
Este foi o número que me permitiu sonhar com uma gravidez.
Foi um dos dias mais felizes,um misto entre o terror de um negativo e a esperança de que tudo pudesse correr bem.
E correu.
T

4 de março de 2013

Março

Este mês tem um significado muito especial, tenho dele recordações maravilhosas e como tenho uma memória visual muito boa, as fotografias mentais vão passando na minha cabeça.
Lembro-me de tudo como se tivesse sido ontem e sinto uma alegria que nao consigo colocar por palavras, emociono-me de pensar e sinto-me mesmo abençoada.
Na altura o que sentimos era um misto de alegria com medo e muita ansiedade, mas tudo acabou bem.
Março foi o mês da transferencia e o mês em que soubemos que estávamos grávidos e isso torna este mês para sempre especial.
T

8 de janeiro de 2013

A Bíblia - Tracy Hogg



Quando engravidei andei à procura do livro da Tracy Hogg "Secrets of the baby whisperer", não o encontrei cá tive que mandar vir, não existe traduzido mas percebe-se perfeitamente e serve para treinar o inglês.
Adorei li-o num instante, tinha-o comprado juntamente com o "Socorro ... sou mãe" para levar para as férias de Verão mas não chegaram até lá, li-os mal os recebi, aliás devorei-os e adorei os dois, embora o livro da Tracy seja mesmo uma Bíblia.
Mais tarde falámos imenso do livro no curso de preparação para o parto.
Gostei mesmo muito e recomendo a quem goste do tema, neste momento estou a reler , não na totalidade , mas assim uns excertos.
T

7 de janeiro de 2013

Painel gravidez

Estamos a organizar as fotos para fazer um Book da gravidez e dos primeiros dias do M.
Estas fotos são para fazer um painel do crescimento da barriga.
T

21 de dezembro de 2012

A minha médica

A minha querida médica acompanha-me desde os meus 15 anos.
No entanto nunca tivemos uma relação próxima, as consultas eram sempre rápidas, estava sempre tudo bem, a maioria das consultas eram de rotina ou para pedir receitas de pílulas ( ahahahaha pílula).
Ela é muito pragmática, não é daquelas que nos passa a mão na cabeça, pelo contrário, é directa e de poucas palavras.
Quando soubemos que tínhamos um problema de infertilidade, diagnosticado por ela, senti-me sozinha e de certa forma estava à espera de mais apoio, no dia em que soube os resultados dos exames, ela não veio falar comigo, foi a recepcionista que me pediu para ir ter com ela à MAC, só voltámos a falar quase um mês depois.
Senti-me triste e desiludida, estava à espera que ela viesse dar-me algum tipo de apoio, ( o que no meu caso se iria traduzir em chorar, chorar no ombro da médica)
Comentei com o R., com a  minha mãe e com a minha irmã, que também acharam estranha a reacção dela.
Quando me apercebi da realidade que se vive na PMA da MAC e da realidade que são os tratamentos, percebi que não havia outra forma de ela própria se proteger, uma relação muito próxima com as pacientes pode afectá-la a ela, mas também a nós.
Não foi ela que me fez a ICSI, porque entretanto e dada a lista de espera no público decidi avançar pelo privado nos Lusíadas.
Quando engravidámos ficamos com um problema nas mãos, quem nos iria seguir a gravidez, ponderámos bastante e optámos pela minha médica de sempre, pedimos desculpa à outra médica e explicámos a situação.
Durante a gravidez a nossa relação foi crescendo, as consultas eram muito divertidas, ríamos imenso, fomos criando laços, as coisas evoluíram.
Depois de ela me fazer o parto, tudo mudou, se não fosse ela sei que o parto não teria sido como foi, a equipa estava a tentar forçá-la para fazer uma cesariana ( o M. era muito pesado, eu tenho uma estrutura pequena e os batimentos dele estavam a diminuir).
 Não tenho nada contra as cesarianas, inclusivamente na altura até me parecia bem mais fácil do que um parto normal, mas para nós tinha dois grandes contras: só poderíamos tentar engravidar novamente daqui a dois anos (que não está dentro dos nossos planos, nós queremos começar a tentar mal possamos e estejamos física e psicologicamente aptos) e se fosse cesariana o próximo parto não poderia ser induzido, o que nos deixava desde já algumas condicionantes, coisa que não nos agradava.
Se o parto foi rápido, foi graças a ela e se foi parto normal foi também graças a ela, que acreditou que eu conseguiria.
A nossa relação a partir daquele dia ficou forte.
No dia em que fui tirar os pontos (uma semana após o nascimento do M.) levei-lhe um pequeno presente de agradecimento e no final da consulta ela abraçou-me e eu desatei a chorar no ombro dela e quando reparei também ela estava comovida a abraçar-nos.
Alguém me disse um dia que os médicos que trazem os nosso filhos ao mundo ficam marcados para sempre e é mesmo verdade.
6ªfeira tenho consulta com ela, tenho saudades dela e cada vez que penso nela as lágrimas vêm-me aos olhos ( eu sei que também sou dada a estas choradeiras, mas a minha gratidão para com ela é tão grande que me dá para isto).
T




Consulta revisão de parto

Hoje tive a minha consulta de revisão de parto.
Estava ansiosa, tinha algumas questões que queria esclarecer e queria saber que estava tudo bem.
Comigo esta tudo óptimo, utero no tamanho correcto, maminhas sem quistos , caroços e coisas que tal,  estou a recuperar o peso e neste  momento tenho 54kg, perdi até agora 10 kg.
Estou a tomar a pílula da amamentação  e já tenho luz verde para a minha vida totalmente normal.
Uma das questões que queria saber era quando e que nos podemos começar a pensar em engravidar de novo, sei que a seguir a uma gravidez e muito mais fácil voltar a engravidar e uma gravidez natural seria maravilhosa.
A minha medica foi a própria a dizer para tentarmos muito no período a seguir.
Eu sei que ainda e cedo, eu vou esperar pelo menos até acabar o tempo da amamentação, até porque quero usufruir do M. o mais que puder, mas a medica disse que como foi parto normal posso engravidar quando eu quiser!
Disse-lhe que se calhar esperávamos pelos 5 /6 meses do M. e ela receitou ao R. o Spermox, eu já tinha pesquisado e já tinha ouvido falar .
Convém ser tomado uns meses antes de começarmos a tentar, portanto vamos começar a toar para o mês que vem .
Claro que vamos tentar tão cedo porque sabemos que poderá demorar e nao queremos perder esta oportunidade.
De resto tudo bem, levei o boletim de gravida e terminamos assim este ciclo.
T

6 de dezembro de 2012

Instinto maternal

Nunca fui uma pessoa com o instinto maternal apurado, isto e , nunca fui daquelas pessoas que querem sempre pegar nos bebes, falar de bebes, etc.
A minha irmã pelo contrario, tem um dom, qualquer bebe que vá para o colo dela fica imediatamente calmo, sem chorar, ela sabe mudar fraldas, dar banho, ver a febre, pegar num bebe, enfim tudo o que uma mae sabe fazer, ela sabe fazer, sem ser ainda mãe .
Eu pelo contrario consigo contar pelos dedos das mãos as vezes que peguei num bebe em toda a minha vida, quando pegava em algum choravam e eu nunca me sentia muito confortável ,sei que o meu instinto nao era igual ao da minha irmã.
Quando engravidamos por incrível que pareça , nunca pensei nisso, se sabia dar banho, pegar, dar maminha, achava que algures em mim esse milagre se iria dar de forma natural.
E assim foi, quando o M. veio para os meus braços, toda eu já era mãe , já não havia duvidas  de que a natureza se tinha encarregado de me transformar em mãe .
T

25 de novembro de 2012

Behind the smiles_15 Novembro 2012 (Post longo)

Sempre fui uma pessoa muito maricas, o parto era um momento de medo que me fazia sempre pensar que não iria conseguir.
Durante a gravidez nunca pensei no meu momento do parto, sabia tudo sobre o mesmo, as diferentes fases, os procedimentos, o meu papel e o do R. em cada uma das etapas, mas simplesmente até ao final nunca quis imaginar como seria o meu.
Sempre que a minha cabeça começava a magicar como iria ser, tentava mudar o pensamento noutro sentido.
Tinha uma coisa em mente, o meu papel seria trazer o M. ao mundo o melhor que conseguisse, o meu papel era ajudá-lo na sua viagem.
Escrevo este relato para não me esquecer de nada deste dia, quero reter para sempre tudo o que aconteceu, quero lembrar para sempre o dia em que nasceste:

Era para ser um dia normal, tinha consulta agendada para as 11h para fazer ctg e toque.
Estava cheia de medo do toque, mas na minha cabeça o M. só iria nascer no fds.
Coincidência ou não, foi apenas neste dia que pusemos as malas e o ovinho no carro.
Fui até às Amoreiras para fazer tempo e esperar pelo R. que me iria acompanhar como sempre à consulta.
Chegámos ao consultório e fizemos o ctg, aguardámos que Drª chegasse para ver o resultado e fazer o toque.



Fomos chamados, quando entrámos a Drª. estava diferente, parecia stressada, pensei que seria por causa de ter chegado tarde (entretanto já eram 12h30), disse-nos que não tínhamos contrações nenhumas, comecei a brincar a dizer que ele não gostava da máquina, porque eu sentia contrações quando não estava ligada à máquina.
Mandou-me entrar e despir, calçou as luvas e fez o toque.
Não doeu nada, obviamente é desconfortável, mas tem a ver apenas com pressão e não com dor.
Fez ecografia para ver o peso, 3.680gr e eu continuava a sentir a Drª stressada, perguntei-lhe se aquilo tinha sido o toque ao que ela disse que sim... voltou a calçar as luvas e fez outro toque, semelhante ao primeiro, disse que apesar de não ter dilatação estava com o colo permeável.
Pesou-me 64.9Kg.
Vesti-me e quando cheguei à sala, ela disse que não queria esperar mais, que íamos provocar o parto nesse mesmo dia, porque o ctg mostrava que o M. já não estava confortável, os batimentos tinham desacelarado o que poderia indicar que ele já não estava muito bem na barriga e ela não quis arriscar esperar pelo fds.
Disse que ia ligar para os Lusíadas, que me iria dar qualquer coisa para eu tomar e para eu aguardar lá fora.
Lá fora eu já nem sabia bem o que pensar, ficámos nervosos.
Passados uns minutos ela sai do consultório diz-me para tomar meio comprimido com água e para ir directamente para o hospital que eles já estavam à minha espera e ela iria ter comigo a seguir.
Perguntei se poderia comer, ela disse que sim e que seria a última refeição que faria até ter o M.
Assim foi, fomos até casa muito rapidamente (a nossa casa fica muito próximo do hospital), comemos, tomei o comprimido e levámos algumas coisas que ainda não tínhamos colocado no carro de manhã.
Estava nervosa, muito nervosa.
14h
Chegados ao hospital mandaram-me entrar para fazer novo ctg, fiquei ali cerca de 30 minutos.
Enquanto nos arranjavam um quarto, disseram ao R. para ir ter comigo, ficámos mais 40 / 50 minutos no ctg.
A enfermeira disse que no momento não tinham nenhum quarto disponível, que iríamos para uma sala no bloco de partos e que dali já não iríamos sair sem o M. pediu ao R. para aguardar, que as enfermeiras me iriam preparar.
Preparar, significa despir a roupa e vestir a bata, colocar soro e ligar novamente o ctg.
Quando o R. chegou já eu estava com a minha bata verde, deitada na cama ligada ao ctg e com soro na veia.
Perguntei à enfermeira se não havia problema de estar maquilhada, com as unhas pintadas (pedi desculpa, mas disse que tinha sido tudo muito rápido sem ninguém estar a  contar) ela disse que não havia problema nenhum.
Assim estivemos, a ouvir música, na conversa , a ir à casa de banho, a ver o monitor do ctg, sem nenhuma dor, sem nada de nada.

17h
A minha médica chega ao hospital , fiquei super contente de a ver mas estranhei ser tão cedo, pelas minhas contas pensei que o M. fosse nascer por volta das 2h/4h da manhã, até avisámos os nossos pais de que provavelmente iria demorar.
A médica perguntou se tinho dores, não tinha nada de nada.
18h
A médica entra no quarto com uma enfermeira, pede a arrastadeira e colocam-na debaixo de mim e eu pensei mas eu não quero fazer nada, senta-se aos meus pés e a enfermeira fica do meu lado esquerdo e pede para eu lhe dar a mão, ela tirou uma espécie de agulha de crochet e eu fiquei banzada !!!! mas não, mais uma vez não é uma questão de dor, mas sim de pressão.
Rebentaram-me as águas.
O R. assistiu a tudo e ficou a pensar que me tinham magoado, mas não, não doeu foi mais o susto.
A partir daqui sim, fiquei com contrações, a minha mãe foi-me ver e nessa altura a médica entrou calçou as luvas e fez-me outro toque, às tantas uma pessoa já nem sabe a quantas anda se doi se não doi, este também acho que não doeu , mas ajudou-me bastante porque já estava com 2.5cm de dilatação o que permitiu que levasse a epidural.
19h30
Epidural, nada a acrescentar, tudo pacífico levamos uma anestesia antes e depois levamos a epidural que no meio daquilo tudo não é nada,  o difícil é que já estamos com contrações fortes e custa-nos estarmos quietas.
A partir daqui são cerca de 10 minutos até atingirmos o céu, não sei se é por causa de passarmos de uma situação de dor intensa para uma situação sem dor, a verdade é que pensei que estava no céu, até me sentia meio zonza ( apesar da epidural afectar apenas a parte de baixo do corpo) sentia-me tão bem que dizia ao R. que até me apetecia chorar de tão bem que estava!!! 
Sabia que a epidural tem 2h de duração e que se precisasse de reforço devia pedir, mas a minha médica não queria que eu estivesse sobre o efeito da epidural durante a expulsão para conseguir ajudar e fazer força.
Durante todo o processo de trabalho de parto, eu tremia como se não conseguisse controlar o meu corpo.
A partir daqui não sei bem as horas a que as coisas foram decorrendo, a médica foi entrando e vendo a dilatação, lembro-me de estar com 5cm, depois logo a seguir 8cm e depois ela disse para eu começar a fazer força se me apetecesse.
Entrou uma enfermeira a pedir as roupas do M. para as aquecer e eu fiquei a olhar para ela...já?! mas vai ser já?!
A minha médica entra na sala e disse, vamos a isto vamos começar o parto, e parecia um festival dentro da sala, pessoas a entrar e a sair , a cama transforma-se, perneiras , apoios para as mãos protecção para as pernas e aí vamos nós.
Não sei a que horas começou esta parte, comecei a fazer força, ao princípio no sítio errado depois no sítio certo e o M. começou a descer, a médica deixou o R. ver de frente algumas partes.
O R. foi impecável sempre ao lado a ajudar, a incentivar , a apoiar !
Começou a dizer está quase aqui, faça força, já estou a ver a cabeça.
Mas eu já estava a ficar cansada, não estava a conseguir e de repente vejo a médica a abrir um bisturi...
Pedi por favor deixe-me tentar mais uma vez... eu consigo!! palavras de desespero =) aqui já estava um pouco descontrolada!
Ela disse que me dava uma última oportunidade, mas não consegui e então teve que ser através de fórceps.
Lembro-me de chorar e deitar a cabeça para trás, estava cansada , exausta.
E de repente sinto que me estou a partir ao meio, uma pressão enorme e saiu a cabeça, o cordão estava à volta do pescoço, por isso o R. não o cortou.
A enfermeira pergunta se o quero no meu peito e começa a tirar-me a bata.
Saem os ombros e de repente a famosa frase:
21h16m.
Puseram-no em cima de mim e só conseguia chorar e ouvir o R. dizer : Ele é lindo amor! É lindo!
As minhas primeiras palavras foram: eu não acredito, eu não acredito, isto é um milagre!
Depois de tudo isto o normal: os pontos e depois o recobro onde o M. mamou pela primeira vez.
Só queria ir para o quarto, para ir ter com o R. e com os meus pais e irmã, parecia que as horas nunca mais passavam.
Quando saímos para o quarto tínhamos a família à nossa espera, de lágrimas nos olhos!
Nunca esquecerei estes momentos.
Diz-se que nos dias seguintes ao parto, revemos os momentos todos e é mesmo verdade, ainda hoje revejo este dia, este dia maravilhoso.
A primeira noite a três foi maravilhosa, dormi de mão dada com o M. sempre a olhar para ele, parecia-me impossível ele estar ali.

16 Novembro
Durante a manhã fiz o levante, que implica com ajuda da enfermeira, levantarmo-nos e tomarmos um banho.
Parecia-me estar tudo bem e a enfermeira foi-se embora, de repente caí para o lado.
Só me lembro de olhar para as minhas botas e para o chão e pensar, mas onde é que eu estou?! Nem me lembrava que estava no hospital.
Durante este dia tive mais algumas quebras de tensão, mas tudo normal.
Durante este dia recebemos muitas visitas, o M. foi pesado, medido e foi visto pelo neonatologista que lhe fez os exames dos reflexos e tomou o seu primeiro banho.
Recebi duas alianças que o R. me deu, uma com o nome do M. e outra com o meu, para juntar à aliança de casamento.
Recebi também dos meus pais um fio com um brilhante, para representar a nova estrela da minha vida
Ao final do dia a minha médica passou lá e deu-me alta para o dia seguinte.
Yeahhh! Íamos para casa, finalmente!
Estava ansiosa de ir para casa.

17 Novembro
Estar no hospital é : entrarem no quarto mil médicos, enfermeiros e auxiliares a toda a hora!
Começámos com a enfermeira da neonatologia, para saber se estava tudo bem, pesar o M. dar-lhe duas vacinas. (uma delas ele chorou muito e por incrível que pareça também chorei! Pedi desculpa à enfermeira e disse que normalmente não sou assim, mas que devia ter as minhas hormonas todas alteradas!)
Médica obstetra, para ver a mãe ( e as maminhas da mãe!)
Neonatologista para dar a alta ao bebé.
A Maria auxiliar que esteve connosco durante a nossa estadia e que foi a pessoa que me levou para o bloco quando fiz a minha punção =)
À hora do almoço estávamos despachados, íamos finalmente para casa.
Os meus pais foram ajudar-nos e chegámos a casa.

WE ARE FAMILY!




24 de novembro de 2012

1º dia do resto da tua vida

Pensávamos que seria uma dia igual a tantos outros, por coincidência foi o dia em que decidimos colocar as malas no carro.
Percebemos depois que este não seria um dia qualquer e de que a nossa vida nunca mais seria a mesma.

Saímos nervosos de sorriso na cara e no coração, confiantes de que quando regressássemos a casa seríamos melhores e completos.

Não existem palavras, o nervoso que senti foi um misto de emoções que não consigo explicar, um pouco de medo, de ansiedade, de curiosidade, tentei sempre não imaginar este dia e deixar o imprevisto desenrolar esta aventura, louca tentei que o momento fosse imprevisível e natural , tão contrário aquilo que sou, organizada com tudo planeado ao pormenor, para que nada falhe.
Nunca tentei imaginar feições ou parecenças, não esperei contar-te os dedos das mãos ou dos pés, contei dizer-te baixinho, bem-vindo Mateus que sejas muito feliz nesta vida.
A vida lá fora do hospital continuou, mas eu fiquei parada naqueles momentos tão fortes em que te conheci, no momento em que te senti, pele com pele, ainda quente e sujo, lembro-me de te cheirar, de ficarmos assim quietos e de termos percebido logo que este foi o encontro mais extraordinário de todos.
Nessa noite dormimos de mãos dadas, estávamos completos.
Foi um dia de fé, a tua vida começou.
T

13 de novembro de 2012

Coisas várias

Acabei de fazer a entrega do IVA =(, é sempre um grande stress.
Tentei ontem não consegui, hoje de manhã o site estava em manutenção... não se percebe, liguei para o número que deixam no site, mas ninguém nos consegue ajudar.
Enfim, está feito.
Recebi hoje o telefonema da loja da swatch a dizerem que a peça para o meu relógio tinha chegado, nice!! 
Parti o meu relógio há quase um ano, mas custa-me dar 30 Euros pela bracelete e então andava a ver em todas as lojas se existiam peças que tivessem sobrado de outros relógio, até porque eu própria quando comprei o meu tive que retirar peças da bracelete para o ajustar ao meu pulso, mas infelizmente as peças que eu tinha não eram, nenhuma delas, iguais à peça que se partiu e que por azar é a única que é diferente.
No dia 1 de Novembro levei o relógio e pensei tem mesmo que ser, de outra forma nunca mais uso o relógio, cheguei à loja e pedi uma bracelete, mas o R. lá se lembrou de perguntar mais uma vez ( já tínhamos perguntado no Colombo, Amoreiras, Vasco da gama) e tinham-nos dito que ia ser muito difícil encontrar a peça, mas eis que o rapaz simpático diz que não tem mas que vai ligar para a loja do Vasco da gama e não é que tinham a peça!!
Fiquei abismada. Hoje vou buscá-la e arranjar o meu relógio, que saudades!
Amanhã vou rumar de novo ao cabeleireiro para me retocarem já nem sei bem o quê ( ou o M. nasce ou fico sem pele!).
Hoje almocei no Mcdonald's com o R. estava com uma GRANDE vontade de comer um hambúrguer.
A nossa obra já inaugurou!!! Estou ansiosa por ver o resultado ( adoro obras rápidas sem demoras, é a vantagem de ser uma obra muito pequena e num centro comercial!)
E hoje soube que uma obra que estava parada há quase ano e meio (!!!) por causa da Câmara, finalmente vai avançar!
Será?!
A altura não é perfeita...mas é o que temos e temos mesmo que fazer tudo por tudo pela vidinha.
Tudo se encaixa.
T


Deixar...

Custa-me deixar-te sair.
Não sei explicar nos últimos dias só consigo chorar, não me apetecia deixar de te ter aqui dentro!
Também estou ansiosa para te conhecer, mas tenho pena de perder esta proximidade única que fomos vivendo ao longo dos 9 meses.
O R. está muito ansioso e isso deixa-me feliz.
Não consegui arrumar o vestido das riscas que comprei no Verão e que o vesti tanto, deixei-o cá fora pendurado ao lado da roupa de inverno  e quando olho para ele dá-me uma grande nostalgia.
Vou ter tantas saudades de te ter aqui dentro Mateus, das cócegas que fazes à noite quando mudo de posição, de saber quando acordas de manhã, de te ter tão meu.
T

12 de novembro de 2012

Infacol vs Infacalm

Hoje sem falta quero encomendar o Infacol.
Sim já sei que cá em Portugal existe um equivalente que se chama Infacalm, mas depois de ler o post da Restelinha quero mesmo encomendar o verdadeiro.

Dor Ciática

Falei agora com a  médica que me disse para começar a tomar Neurobion, basicamente é vitamina B12 que me poderá ajudar nestas dores.
Se não der resultado terei que apanhar umas injecções.
O neurobion são os comprimidos que o Tomás toma desde que veio para nossa casa, por causa dos músculos das patas traseiras que nós achávamos que não estavam tão desenvolvidos como deveriam e o criador disse para nós lhe darmos o Neurobion.
Fartei-me de rir =) quando a Drª. me receitou o mesmo.
Quero muito manter o espírito positivo e não me deixar ir nesta dor estúpida que me quer estragar a última semana antes do M. chegar.
E eu sou um osso duro de roer.
T

Ansiosos e eufóricos


O 1º CTG _ 36 semanas







Estas são as imagens do 1º CTG de rotina que fizemos às 36 semanas.
Ainda não as tínhamos colocado aqui.
T

9 de novembro de 2012

O rei na barriga

Coisas da minha gravidez
_ Não enjoei (ou melhor muito pouco duas ou 3 vezes e essencialmente quando lavava os dentes)
_ As maminhas não me doeram, como me diziam
_ Não enjoei cheiros
_ Não enjoei comida
_ Não tive desejos
_ Tive muito sono no inicio e pouca vontade de fazer o que quer que fosse
_ Engordei o peso considerado normal ( no início engordei mais e depois as coisas foram normalizando)
_ Chorei muito ( houve uma altura em que tinha as hormonas completamanete malucas)
_ Sangrei imenso do nariz ( imenso, imenso, tipo filme de terror , a última vez foi há duas noites em que acordei com o nariz em sangue)
_ Não me custou muito fazer o famoso teste da glicose, não é maravilhoso, mas também não o achei o horror como me disseram
_ Não sou imune à toxoplasmose
_ Não tive diabetes
_ Durmo bem até hoje, acho que até durmo melhor =), durante algumas noites tive insónias mas agora para o finalinho nada de nada
_ Não tive estrias, usei creme no início religiosamente, no meio assim-assim e agora para o final com mais regularidade, usei o trofolastin e penso usar o mesmo para a recuperação
_ Senti o M. mexer muito cedo, mas só se confirmou cerca das 19 semanas
_ Comprámos a primeira prenda quando fizemos a ecografia das 6 semanas
_ Não tive borbulhas, aliás fiquei com a pele maravilhosa muito suave e lisa
_ Tive azia, mas só durante uma semana, depois passou e nunca mais tive
_ O meu umbigo ficou igual, não saiu para fora
_ Ainda nao tenho a linha negra até ao umbigo, nao sei se ainda vai aparecer
_ Sempre me senti bem com o meu corpo, adorei ver a barriga crescer e sinto-me super poderosa, como se fosse uma super heroína, muito vaidosona com a minha barriga
_ Consigo fazer tudo o que fazia antes de estar grávida, às vezes peço ajuda para tirar as botas ou apertar alguns sapatos, mas também consigo fazer sozinha
_ Detesto andar de carro sem estar a conduzir, faz-me muita impressão parece que a barriga anda solta e mal entro no carro fico com contrações
_ Ainda não penso muito no parto, aliás penso um bocadinho, mas prefiro não pensar para me manter calma
_ Sonhei poucas vezes com M. e não me consigo lembrar da imagem dele.
_ Tive o síndrome do ninho, houve uma altura em que me cansei a mim própria, agora já estou numa fase mais descontraída
_ Adorei dar notícia aos familiares e amigos foi uma sensação maravilhosa
_ As vezes tudo ainda parece um sonho, ainda nao me consigo mentalizar que vou ser mãe, ainda estou agarrada à fase da gravidez
T