6 de janeiro de 2013

Actualizações várias

Andámos desaparecidos e muita coisa aconteceu entretanto, infelizmente estivemos todos doentes, ora constipados, eu com conjuntivite em ambos os olhos ( e que para além de tudo é muito muito contagioso), o R. começou a trabalhar dia 27 de Dezembro e agora sim sinto a dureza na pele!!! 
O primeiro Natal do M. foi maravilhoso, pensámos bastante no que oferecer, sabíamos que ele iria receber imensas prendas dos familiares (não estavamos à espera de tantas...) e queríamos uma prenda especial.
Oferecemos-lhe o "my life story" é um livro ENORME todo em branco onde escrevemos toda a história do nosso pequeno M. desde o tratamento até aos dias de hoje, agora é continuar a actualizar para um dia mais tarde lhe podermos dar esta recordação.




Entretanto o M. continua a engordar, apesar de eu ter começado a tomar o Promil porque ele começou a engordar menos e eu não queria ter que lhe dar já o suplemento.
Na semana seguinte voltou a engordar o normal e tudo regularizou.
Começou a sorrir e sim o que vou dizer a seguir é pindérico e cliché mas cá vai: quando ele sorri para mim, não sinto sono ou cansaço, derreto-me, fico deliciada a olhar para o meu desdentadinho, mesmo que sejam 4h da manhã =)
As noites estão a começar a normalizar, tentamos ter rotinas certas:

8h30 banho
maminha
dormir
00h
maminha ( desta vez 2 maminhas quando consegue, para se aguentar bem) 
4h 
maminha
8h maminha e iniciamos o dia =)

Às vezes as coisas não acontecem assim tão certinhas, mas este é o cenário ideal que faz com que acordemos apenas uma vez por noite.
Amanhã temos consulta no pediatra.
T



21 de dezembro de 2012

A minha médica

A minha querida médica acompanha-me desde os meus 15 anos.
No entanto nunca tivemos uma relação próxima, as consultas eram sempre rápidas, estava sempre tudo bem, a maioria das consultas eram de rotina ou para pedir receitas de pílulas ( ahahahaha pílula).
Ela é muito pragmática, não é daquelas que nos passa a mão na cabeça, pelo contrário, é directa e de poucas palavras.
Quando soubemos que tínhamos um problema de infertilidade, diagnosticado por ela, senti-me sozinha e de certa forma estava à espera de mais apoio, no dia em que soube os resultados dos exames, ela não veio falar comigo, foi a recepcionista que me pediu para ir ter com ela à MAC, só voltámos a falar quase um mês depois.
Senti-me triste e desiludida, estava à espera que ela viesse dar-me algum tipo de apoio, ( o que no meu caso se iria traduzir em chorar, chorar no ombro da médica)
Comentei com o R., com a  minha mãe e com a minha irmã, que também acharam estranha a reacção dela.
Quando me apercebi da realidade que se vive na PMA da MAC e da realidade que são os tratamentos, percebi que não havia outra forma de ela própria se proteger, uma relação muito próxima com as pacientes pode afectá-la a ela, mas também a nós.
Não foi ela que me fez a ICSI, porque entretanto e dada a lista de espera no público decidi avançar pelo privado nos Lusíadas.
Quando engravidámos ficamos com um problema nas mãos, quem nos iria seguir a gravidez, ponderámos bastante e optámos pela minha médica de sempre, pedimos desculpa à outra médica e explicámos a situação.
Durante a gravidez a nossa relação foi crescendo, as consultas eram muito divertidas, ríamos imenso, fomos criando laços, as coisas evoluíram.
Depois de ela me fazer o parto, tudo mudou, se não fosse ela sei que o parto não teria sido como foi, a equipa estava a tentar forçá-la para fazer uma cesariana ( o M. era muito pesado, eu tenho uma estrutura pequena e os batimentos dele estavam a diminuir).
 Não tenho nada contra as cesarianas, inclusivamente na altura até me parecia bem mais fácil do que um parto normal, mas para nós tinha dois grandes contras: só poderíamos tentar engravidar novamente daqui a dois anos (que não está dentro dos nossos planos, nós queremos começar a tentar mal possamos e estejamos física e psicologicamente aptos) e se fosse cesariana o próximo parto não poderia ser induzido, o que nos deixava desde já algumas condicionantes, coisa que não nos agradava.
Se o parto foi rápido, foi graças a ela e se foi parto normal foi também graças a ela, que acreditou que eu conseguiria.
A nossa relação a partir daquele dia ficou forte.
No dia em que fui tirar os pontos (uma semana após o nascimento do M.) levei-lhe um pequeno presente de agradecimento e no final da consulta ela abraçou-me e eu desatei a chorar no ombro dela e quando reparei também ela estava comovida a abraçar-nos.
Alguém me disse um dia que os médicos que trazem os nosso filhos ao mundo ficam marcados para sempre e é mesmo verdade.
6ªfeira tenho consulta com ela, tenho saudades dela e cada vez que penso nela as lágrimas vêm-me aos olhos ( eu sei que também sou dada a estas choradeiras, mas a minha gratidão para com ela é tão grande que me dá para isto).
T




Consulta revisão de parto

Hoje tive a minha consulta de revisão de parto.
Estava ansiosa, tinha algumas questões que queria esclarecer e queria saber que estava tudo bem.
Comigo esta tudo óptimo, utero no tamanho correcto, maminhas sem quistos , caroços e coisas que tal,  estou a recuperar o peso e neste  momento tenho 54kg, perdi até agora 10 kg.
Estou a tomar a pílula da amamentação  e já tenho luz verde para a minha vida totalmente normal.
Uma das questões que queria saber era quando e que nos podemos começar a pensar em engravidar de novo, sei que a seguir a uma gravidez e muito mais fácil voltar a engravidar e uma gravidez natural seria maravilhosa.
A minha medica foi a própria a dizer para tentarmos muito no período a seguir.
Eu sei que ainda e cedo, eu vou esperar pelo menos até acabar o tempo da amamentação, até porque quero usufruir do M. o mais que puder, mas a medica disse que como foi parto normal posso engravidar quando eu quiser!
Disse-lhe que se calhar esperávamos pelos 5 /6 meses do M. e ela receitou ao R. o Spermox, eu já tinha pesquisado e já tinha ouvido falar .
Convém ser tomado uns meses antes de começarmos a tentar, portanto vamos começar a toar para o mês que vem .
Claro que vamos tentar tão cedo porque sabemos que poderá demorar e nao queremos perder esta oportunidade.
De resto tudo bem, levei o boletim de gravida e terminamos assim este ciclo.
T

19 de dezembro de 2012

Hora do banho


A hora do banho cá em casa é uma dualidade, começa muito calmamente e termina em loucura.
A nossa intenção é fazer desta hora um momento de descontração e de relaxamento, depois do banho o M. "janta" e vai dormir.
Costumamos baixar as luzes para ficar só com uma luz ambiente, colocamos uma música suave e tentamos fazer com que ele chore o mínimo possível.
Ora vejamos:
No curso de preparação para o parto ensinaram-nos que a água devia estar entre os 37 / 38º  e aprendemos a técnica do banho com um boneco claro!
No hospital o primeiro banho do M. parecia um massacre, ele chorava, gritava, esperneava e eu só pensava: boa isto deve ser mesmo fácil, tal e qual como fizemos no curso!!!
O segundo banho foi dado pelo pai, igualmente aterrorizador.
Em casa, o primeiro banho foi feito tal como mandam as regras em relação à temperatura da água e o M. continuava sem gostar, continuava a chorar, a gritar, a escorregar das mãos ( sim no curso é tudo tãoooo fácil, mas depois em stress, com o bebé a berrar a escorregar por todo o lado é bastante diferente).
No 2º banho, tudo igual, pensámos que com o tempo se iria habituar.
Ao 3º banho, o R. deixou o termómetro de lado e decidiu colocar a água um bocadinho mais quente... resultado quando despimos o M. foi a choradeira total (como é sempre!) , até o lábio de baixo estremece, é mesmo de cortar o coração, depois quando o colocámos na banheira, silêncio... adorou, descontraiu e não deitou nem uma lágrima a mais durante o banho.
A partir desse dia o banho é tipo Spa, adora, mal entra na água não existe barulho, fica ali a olhar e a receber uns miminhos dos papás.
Quando estava grávida li um livro que recomendo da Tracy Hogg "Secrets of the Baby Wisperer: How to Calm, Connect and Communicate with your Baby", onde ela dizia que apesar de tudo o que possamos aprender, nós pais é que sabemos o que é melhor para o nosso bebé e por vezes as regras não servem para toda a gente de igual forma.
E assim foi, o nosso M. gosta da água mais quentinha do que dizem os livros e as enfermeiras e logo no 2º banho deixámos o termómetro de parte e preferimos ser nós a ver a temperatura ideal para o banho dele.
A parte de vestir também não é fácil, aquelas roupas mini mini, algumas com os pulsos demasiado apertados, cheias de molas, botões e lá estamos nós, puxa daqui, estica dali com o creme hidratante no corpo do pequeno M. o que torna todo o processo ainda mais difícil. 
Ele chora sempre nesta parte e aqui ainda não conseguimos melhorar, com o tempo vamos lá.
T




Presentes de natal


Ainda nao comprámos os presentes de Natal.
Adoro esta parte, andar a procura do presente ideal para pessoa.
Para mim e para o R. este ano o Natal será especial, o nosso presente chegou antecipado.
Amanha é o dia =) deve estar já tudo escolhido, esgotado e lotado mas terá que ser.
Temos uma tradição recente na nossa familia, costumamos escolher um filme de Natal que esteja em exibição e vamos todos juntos , este ano nao vai ser possível em principio vamos ver o filme cá em casa.
T

17 de dezembro de 2012

Cólicas


Oficial - temos cólicas instaladas, instaladasssssssss!
E já damos o infacalm como se nada fosse.
Até agora tem ajudado bastante, ou seja, o pequeno M. esta melhor e aguenta-se melhor durante a noite.
Alerta- As cólicas chegam a horas certas e sao bastante pontuais.
Portanto andamos para a frente com o infacalm e com o aero-om que apesar de nao fazer grande coisa as cólicas , faz ao meu pequenino, que mal pomos uma gotinha na boca fica em delírio e por vezes (muitas!) chega a adormecer.
Tudo passa, isto também e apenas uma fase.
T

16 de dezembro de 2012

1 mês

Ontem o M. fez um mês .
Há um mês atras a minha vida mudou para sempre.
Nem consigo acreditar que passou um mês desde que nasceste.
Nao passa um único dia em que nao reveja os momentos que passamos, o dia mais feliz da minha vida
Nao quero esquecer nada, desde esse dia, quero reter tudo, esforço-me todos os dias para reter na minha memória o mais possível de ti.
Quando te olho e revejo as fotografias já noto tantas diferenças, vejo a roupa a deixar de te servir e penso que realmente passa tudo muito rápido.
As coisas nem sempre sao fáceis , as noites mal dormidas, a dependência que temos uns dos outros, as alterações hormonais que nos deixam por vezes mais em baixo, o dia parece que voa entre maminhas, mudas de fraldas, mudas de roupa e choros.
Mas nao passa também um único dia em que nao agradeça o que tenho, sinto-me muito feliz por te ter aqui e e sem duvida melhor do que alguma vez imaginamos.
És tão nosso, tão meu que nao quero que este sentimento desapareça nunca.
Imagino muitas vezes o que será o futuro contigo e nao consigo deixar de me emocionar sei que um dia nao serás tão meu, por isso mesmo quero aproveitar agora que o és , sentir o teu cheiro, apertar-te e dar-te mimos , colinho, beijinhos e tudo o que houver mais para dar.
T

13 de dezembro de 2012

4 semanas

Hoje fazemos quatro semanas.
Mudar fraldas, colocar a arrotar, dar maminha, fazer massagens, mudar a roupa, dar banho, limpar os olhos e o nariz, ver a febre, colocar o ovinho no carro, colocar o M. no sling etc, etc, etc.
Sabemos fazer tudo e os nossos dias resumem-se a isto e a olhar para ele, dormir com ele, mimar, brincar e amar.
Tudo tem sido fantástico, mas desde o início desta semana as cólicas nao o deixam descansado e nao é fácil...
O choro dele é aflitivo e deixa-nos de coração partido.
Tentamos os truques que aprendemos e que vamos lendo e já demos o aero-om, hoje pela primeira vez vamos dar o infacalm.
Também temos cá em casa o colimil, um produto à base de chás que é menos agressivo que o infacalm e o infacol.
Vamos seguir o conselho da Restelinha e como hoje o M. já tem 28 dias de vida vamos dar-lhe o infacalm.
As roupas de Newborn e de 0 meses, já nao lhe servem, temos que voltar a ir as compras ;)
A alimentação do M. continua a ser exclusivamente leite materno e nessa área estamos óptimos.
O R. vai trabalhar a 27 de Dezembro e aí sim eu vou sentir a diferença , sem ajuda durante o dia e com o M. sozinha o dia todo.
Já marcámos as consultas no pediatra para os próximos  6 meses, de forma a garantir que não ficamos sem vaga.
Sábado fazemos um mês , nem acredito que já passou um mês inteiro!!!!! Parece-me impossível, o tempo com eles voa, mas voa mesmo.
T


10 de dezembro de 2012

Esta semana

Esta semana temos muita coisa a acontecer:

O R. faz anos, o primeiro aniversário como pai.
Temos uma festa de aniversário surpresa ( não é do R.)
O M. faz 1 mês.
Como é possível já ter passado 1 mês... as roupas de 0 meses começam a ficar pequenas, olhamos para as fotografias e já conseguimos notar diferenças!
O tempo voa !
Começámos na fase das cólicas =), ainda muito poucas e sempre à mesma hora!!! Será possível?!
Andamos a adiar o Aero-om e os infacol e infacalm da vida, mas mais cedo ou mais tarde julgo que nos iremos render. 
O nosso receio é que na bula diz para não administrar antes dos 28 dias... andamos indecisos.
O pediatra disse para lhe darmos 5 gotas antes de cada maminha , mas ainda não conseguimos, andamos com massagens, miminhos e alguma paciência, a tentar enganar as malditas.
No outro dia demos uma gota, UMA GOTA e acreditem que o M. se calou no minuto a seguir.
É mágico =), mas a enfermeira com quem fizemos a preparação para o parto alertou-nos para o Aero-om e Infacalm e disse para tentarmos tudo antes de avançarmos para estes dois medicamentos e é o que temos feito.
Pensamento positivo: As cólicas duram até aos 3 / 4 meses, depois passa tudo!
T


6 de dezembro de 2012

Instinto maternal

Nunca fui uma pessoa com o instinto maternal apurado, isto e , nunca fui daquelas pessoas que querem sempre pegar nos bebes, falar de bebes, etc.
A minha irmã pelo contrario, tem um dom, qualquer bebe que vá para o colo dela fica imediatamente calmo, sem chorar, ela sabe mudar fraldas, dar banho, ver a febre, pegar num bebe, enfim tudo o que uma mae sabe fazer, ela sabe fazer, sem ser ainda mãe .
Eu pelo contrario consigo contar pelos dedos das mãos as vezes que peguei num bebe em toda a minha vida, quando pegava em algum choravam e eu nunca me sentia muito confortável ,sei que o meu instinto nao era igual ao da minha irmã.
Quando engravidamos por incrível que pareça , nunca pensei nisso, se sabia dar banho, pegar, dar maminha, achava que algures em mim esse milagre se iria dar de forma natural.
E assim foi, quando o M. veio para os meus braços, toda eu já era mãe , já não havia duvidas  de que a natureza se tinha encarregado de me transformar em mãe .
T

Pediatra, primeira reunião de trabalho e 3 semanas

Hoje fazemos 3 semanas.
O tempo passa a correr!!!
Esta semana, dia 3 de Novembro - segunda feira, tivemos a primeira consulta com o pediatra, o M. esta óptimo, esta a engordar e neste momento tem 3.900kg.
Fizemos as perguntas do costume e parece-nos que esta tudo bem com o nosso pequenino.
Na 3 feira tínhamos 3 reuniões derramado agendadas fora de Lisboa , o nosso M. foi connosco, portou-se lindamente e numa das reuniões participou ao colo da mãe .
Bebes modernos estes!
Estamos óptimos, mas começamos agora a acusar algum cansaço , acho que nos primeiros dias andamos cheios de adrenalina, mas depois o corpo começa a ressentir-se, até se habituar de vez.
De qualquer forma acho que temos muita sorte, o nosso M. continua calminho, e a dormir mais ou menos bem, o que nos da algumas horinhas de sono por noite.
T

29 de novembro de 2012

Há um ano atrás

Há um ano atrás coloquei esta imagem no blog, tinha descoberto que tínhamos um problema de infertilidade.
Andávamos a tentar engravidar há imenso tempo.
Primeiro ano nada, mas pensámos que seria normal, depois surgiu uma oportunidade de eu mudar de emprego e estive cerca de 6 meses em suspenso para fazer esta transição , mas não queria engravidar entretanto portanto deixámos de tentar, depois a proposta realmente apareceu e eu mudei de emprego portanto continuámos em suspenso sem tentar, após 8 meses não estava nada satisfeita com o emprego em questão e pensei em recomeçar os treinos.
Nada! Era um desespero todos os meses, os dias que antecediam o período eram uma angústia e depois uma desilusão.
Em abril de 2011 estávamos de férias fora de Portugal e achei que estava grávida, quando regressámos fomos para o Alentejo e tive um atraso de 5 dias, lembro-me de não dormir numa das noites, a pensar que estava mesmo grávida.
Era domingo, quando chegámos a Lisboa, pedi ao R. para passar na farmácia, inventei uma desculpa de que precisava de uns comprimidos e assim foi, fui comprar um teste de gravidez, cheguei a casa e fiz...mas ia fazer só para confirmar porque eu achava mesmo que estava gravida.
O teste deu negativo e eu pensei que se calhar estaria de pouco tempo e o teste não acusava a hormona.
Na segunda feira fui à casa de banho de 10 em 10 minutos e nada, até que de repente ... Tchantchan! Em vez de pensar que era o período , pensei que estava a ter um aborto espontâneo ( tal não era a crença de que estava gravida) liguei para a minha medica e disse-lhe o que se tinha passado, disse-me para aguardar e repetir o teste, mas não foi preciso...
Decidimos colocar uma data , Agosto, como o limite para tentarmos engravidar, a partir da qual marcaríamos uma consulta com a minha medica para nos passar os exames necessários.
Nunca pensamos que nos pode acontecer, estávamos crentes que as coisas se resolveriam por si.
Chegou Agosto, Setembro, Outubro ( os nossos amigos P. e J. casaram e eu sempre pensei que já iria grávida ao casamento deles) e Novembro.
Em Novembro fomos à médica, que nos disse logo que se não tínhamos engravidado até agora, poderia ser que tivéssemos algum problema.
A infertilidade é diagnosticada a um casal que tem relações sexuais sem protecção e ao final de dois anos não consegue engravidar.
Os nossos dois anos já tinham passado, mas tentávamos acreditar que  tínhamos feito pausas, que andávamos a trabalhar muito, que andávamos tão compenetrados em querer engravidar que isso nos estava a bloquear.
Nos jantares de família a famosa questão dos filhos deixava-nos sem palavras, mais do que isso despedaçava-nos por dentro.
Em Julho recebemos a noticia de que a minha prima C. estava grávida, também ela estava a tentar
engravidar do segundo filho há cerca de um ano e ainda não tinha conseguido.
Estava no atelier quando soube a noticia e por mais contente que tenha ficado, assim que desliguei o telefone chorei, toda a gente conseguia menos nós.
A minha médica segue-me desde os meus 15 anos, por coincidência é especialista em infertilidade, passou-nos exames muito iniciais, para mim análises ao sangue, ecografia, para o R. análises ao sangue e espermograma num laboratório especifico ( disse-nos logo que em muitos laboratórios as contagens sao mal feitas e que as pessoas continuam enganadas depois de fazer o exame , disse que só tinha confiança naquele laboratório) .
Disse-me também que ia começar por despistar a infertilidade masculina, que é mais fácil de detectar, através de um espermograma, que é um exame fácil de realizar, contrariamente à infertilidade feminina que requer exames mais invasivos e dolorosos.
Assim foi, fizemos os exames no mesmo laboratório, entregámos tudo às 8h da manha e o resultado estava pronto ao final da tarde.
Estava numa reunião de obra em Santarém, quando me ligaram a dizer que os resultados estavam prontos, eram 15h e qualquer coisa e pensei, vou-me já embora, vou buscar os exames e vou levá-los à Dra.
A viagem foi feita em lágrimas, mas com esperança de que tudo estivesse bem.
Liguei ao R. para lhe perguntar se ele se importava de que eu abrisse os exames sem ele e os levasse para serem analisados, ao que ele respondeu que não.
Entrei no consultório e pedi à recepcionista para entregar os resultados a Dra. e que aguardava que ela me dissesse alguma coisa.
O consultório estava cheio, quando a recepcionista regressou começou a falar com algumas pacientes que lá estavam e deixou-me para o fim, depois disse, a Dra disse para ir ter com ela à maternidade, para uma consulta de infertilidade, os resultados do seu marido não estão muito bons, disse.
Não sei o que senti, sei que não consegui conter as lágrimas e fui-me embora sem conseguir ouvir a conversa até ao fim, pedi desculpa mas disse que tinha que ir embora.
Quando saí,  desabei... liguei à minha mãe que percebeu logo o que se tinha passado.
Depois liguei ao R. mas não consegui contar por telefone, contei-lhe depois ao final do dia.
A questão da infertilidade pode dividir um casal, para nós não foi fácil ao principio, mas depois conseguimos com alguma calma ultrapassar cada uma das fases.
A partir daqui a história está relatada no blog.
Na altura enquanto não tínhamos dito às pessoas que nos são próximas, tornei o blog privado e só mais tarde decidi voltar a colocá-lo público.
De Novembro até à primeira consulta na MAC passámos uns tempos complicados.
Eu li tudo o que havia sobre infertilidade, tratamentos, taxas de sucesso e preços.
Fiquei obcecada com o tema, chorava muito, não foi nada fácil.
Hoje, um ano depois deste post, sou mãe.
Tenho consciência da sorte que tivemos, que fomos abençoados por este pequeno milagre e que a vida se encarregou de nos trazer o nosso M.
Mas sei que nem sempre é assim e as pessoas que lutam e lutam e lutam para poderem ter um filho são muitas ( à minha volta são imensas as que recorreram, recorrem e vão recorrer à procriação medicamente assistida) para todas elas um beijinho de muita força e que tenham muita coragem para ultrapassar este obstáculo tão difícil e doloroso, porque quando conseguirem, tudo vai valer a pena.
T


15 dias de baby M

Faz hoje 15 dias que o nosso mundo mudou, faz hoje 15 dias que nos tornamos pais.
Continuamos todos bem nesta viagem maravilhosa.
T